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wpid-socios-2010-06-16-15-18.jpgTudo o que é humano é complicado; ou melhor: não pode ser simples senão não é humano. O humano é impreciso, enigmático, ambíguo, pérfido, e acima de tudo, espesso como os nevoeiros e as peças de Shakespeare. É, como as máscaras de carnaval e as cebolas: múltiplo; e tem muitas caras, varandas, porões e infindáveis corredores.“, Roberto DaMatta

Você já ouviu falar que sociedade é mais difícil que casamento, não? Pois esta frase é popular entre os empreendedores que já tiveram dificuldades com sócios.

Se você está buscando um ou mais sócios para montar um negócio, então leia abaixo os 5+1 principais cuidados que você deve ter na hora de escolher teus sócios:

1) Objetivo: sócios devem procurar ter objetivos de longo prazo comuns para a empresa. Se um sócio quer deixar a empresa de herança para os filhos, enquanto outro quer crescer rapidamente para aproveitar uma oportunidade de consolidação de mercado, tem-se uma divergência de objetivos difícil de resolver. Busque um sócio que pense como você no longo prazo.

2) Humor, energia e ritmo: sócios em um negócio vão conviver diariamente, ficarão mais tempo juntos do que se fica com a família, portanto, procure um sócio que tenha humor e energia parecidos com os teus, ou pelo menos que a diferença não te afete e vice-versa. Claro que as pessoas passam por altos e baixos de humor, mas os baixos não podem ser a regra. Facilita muito também se as pessoas envolvidas numa sociedade têm ritmos de trabalho mais ou menos parecidos.

3) Ética: procure conhecer a ética da pessoa com quem você está se envolvendo. O que ela pensa sobre assuntos complicados que volta e meia pressionam a empresa: software pirata, pagar “bola” para conseguir um contrato, vender um produto defeituoso, deixar um cliente na mão, não pagar um fornecedor, entre outros, são assuntos que devem ser abordados antes de assinar qualquer contrato social.

4) Complementaridade: quanto mais complementares forem as aptidões e a formação dos sócios, melhor. Vou caricaturar um pouco para demonstrar o que chamo de complementar: se um dos sócios é um visionário, que gosta apenas de pensar no produto e no marketing, em melhorar o produto até a perfeição, mas não tem paciência para olhar as finanças, não liga para o que pensa o cliente, tanto melhor que o outro sócio seja um gestor de mão cheia, que não tire os olhos do dia a dia da empresa e dos clientes.

Uma excelente química numa sociedade é: um sócio técnico – responsável pelo produto e entrega -, um sócio voltado para o mercado – responsável por vendas e atendimento aos clientes – e um sócio administrador – que cuida das finanças e suporte à operação. Claro que outras composições são possíveis.

5) Risco: normalmente, empreender é correr riscos. Se um dos candidatos a sócio tem quatro filhos, não é rico de família, nem tem uma gorda poupança que o sustente e, portanto, depende do salário, dificilmente ele estará preparado para correr os riscos de empreender.

O último cuidado diz respeito a família e amigos: evite as soluções “fáceis” do tipo amigo de infância, marido ou mulher e outros familiares. Confiar muito em uma pessoa não basta para assinar um contrato social com ela. Se a sociedade der errado, pode atrapalhar ou até destruir as relações anteriores que, em geral, devem ser para a vida toda.

Alexandre Ribenboim.