+1 (305) 323.5377 growth@besingular.us
Select Page

wpid-ecommerce-1-2010-10-5-16-13.jpgMeu Deus!!! Vida virtual dá um trabalho… 🙂”, Cora Rónai, via Twitter

A internet criou muitas oportunidades e canais de marketing, comunicação e relacionamento com clientes, fornecedores, parceiros e com toda a sociedade. Por outro lado, toda grande oportunidade deve vir acompanhada de investimentos, zelo, cautela e responsabilidade. Quando se trata de criar e garantir a imagem de uma empresa na rede, estes cuidados ganham dimensões ainda mais importantes.

Quando a web surgiu, bastava ter um website e responder aos emails que chegavam pelo faleconosco para uma empresa ser considerada “conectada”. Usufruir da internet, mais ou menos, se resumia a isto.

Hoje a coisa anda bem mais complexa, como pode ser visto no pequeno guia abaixo, com as 9+2 iniciativas que uma empresa deve realizar para usar a internet como ferramenta de marketing e relacionamento:

1- Investir em SEO e SEM para que o website seja encontrado e bem indexado pelas ferramentas de busca (SEO – search engine optimization) e, pró-ativamente, atrair visitantes através dos chamados links patrocinados (SEM – search engine marketing).

2- Listar produtos e serviços nas buscas de preços e promoção – Especialmente se o produto ou serviço é voltado ao consumidor e adequado ao comércio eletrônico, a empresa deve firmar acordos com os sites de busca por menor preço, como o BuscaPé, e divulgar promoções nas ferramentas de compras coletivas, como o Imperdível ou o Peixe Urbano.

3- Produzir conteúdo – Não basta publicar informações institucionais e catálogos de produtos e serviços no website e aguardar a chegada dos clientes. Se uma empresa deseja ser relevante na internet, deve investir naquilo que é a base da rede: informação. A produção de conteúdo relevante para os seus clientes e, com isto, a criação de sua própria comunidade, é o caminho a seguir. Veja este post sobre o tema.

4- Criar plataformas – Produzir conteúdo implica em desenvolver os meios, as plataformas, para publicar e criar a comunidade de interessados nos conteúdos. Dois exemplos de plataformas são: um blog e um twitter. Mais sobre plataformas, aqui.

5- Enviar newsletters – Se a empresa produz conteúdos relevantes ou se elabora promoções interessantes, ela poderá criar sua própria newsletter – uma ferramenta de marketing direto – e pedir permissão para enviar emails para a caixa postal dos interessados.

Como já dá para perceber, a produção de conteúdo relevante funciona como catalizadora de diversas iniciativas. No caso específico da newsletter, o conteúdo funciona como uma espécie de licença para enviar algo para a caixa postal dos consumidores. Sem conteúdo a newsletter não passa de um spam (campanha de email não solicitada).

6- Produzir vídeos e imagens – O website pode ser enriquecido com alguns vídeos, tais como: comerciais, demonstrações do produto ou serviço e testemunhais de clientes. Esses vídeos podem ser agrupados num canal no YouTube. Da mesma forma, fotos e outras imagens podem ser publicadas num álbum do Flickr.

7- Participar das comunidades abertas – Não há como ignorar a importância crescente das comunidades virtuais. Uma empresa deve, então, criar sua página de fãs no Facebook, seu registro no LinkedIn, seu grupo no Orkut e em todas as demais redes sociais que estejam atraindo público no momento.

8- Se localizar nos mapas – Assim como as comunidades, recursos de geolocalização estão cada vez mais relevantes na rede. Para ser localizada pelos usuários dessas ferramentas, a empresa deve cadastrar seus endereços – da sede, filiais ou lojas. Algumas são ferramentas como o Google Maps, outras são verdadeiras redes sociais, como o Foursquare e o Gowalla.

9- Controlar a visitação – Não basta fazer todo este esforço sem medir o resultado. Para tal, existem algumas ferramentas bem conhecidas com o Google Analytics.

Ufa! Parece muito trabalho, não? Mas não acaba por aí. O que listei acima são os recursos que estão sob o controle da empresa. Agora temos que descrever o que não está sob seu controle, continuando…

Indians believe your sins will be punished in next life. Internet punishes your sins right now.”, Chris Anderson, da revista Wired.

Muita gente criando conteúdo, publicando suas impressões, suas críticas, suas dúvidas, sugestões, fazendo perguntas e respondendo, isto é o que ocorre a todo instante nos blogs e redes sociais.

A mensagem não é mais estática, como uma empresa gostaria que fosse o seu reclame: claro, preciso, objetivo, que levasse o consumidor ao desejo e à compra. Hoje a mensagem é dinâmica, viva, suscetível a todos os riscos e transformações no seu caminho, no seu ciclo de vida.

Uma empresa que deseje estar conectada deve começar por compreender a força da informação que ela não controla, seja de si, seja de seus concorrentes, seja do mercado em que atua e do mundo em que prospera.

10- Conhecer a sua reputação – Para começar, a empresa deve tentar conhecer, pois controlar é impossível, a sua reputação nas principais redes sociais que existem por aí. Escutar o que se fala no Twitter, Facebook, LinkedIn, Yahoo! Respostas, Google Buzz, YouTube e nos demais canais relevantes para o seu negócio é fundamental. Em especial, a empresa precisa se preocupar com os sites que buscam reunir exatamente as resenhas (críticas e elogios também) sobre empresas, produtos e serviços, como é o caso do Yelp, site líder nos EUA neste segmento. No Brasil, ainda não temos um site líder em resenhas, mas logo aparecerá um.

11- Se relacionar com os “seguidos” – O que o pessoal de marketing chama de opinion makers, na rede são os usuários que produzem muito conteúdo e que, com isto, são lidos ou seguidos, às vezes, por milhares de outros usuários. Uma empresa deve manter relacionamentos ativos com esses blogueiros e twitteiros que se interessam pelo tema dos seus negócios, uma iniciativa puramente de relações públicas.

No início da internet, cheguei a ver empresas que decidiam não abrir o canal de email faleconosco, pois não tinham estrutura para se comprometer com a resposta aos emails. O mundo avançou uns 15 anos e agora o buraco é bem mais embaixo. A Cora Rónai tem razão, vida virtual dá o maior trabalho!

Alexandre Ribenboim.