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efemero“todas as formas se mudam, decaem e perecem ou se transformam, são todas efêmeras e caducas, ao passo que a ideia ou substância é sempre viva, verde e eternal.”, de João Ribeiro, Páginas da Estética.

Além da iniciativa de produção de conteúdo, mencionada neste post, outras iniciativas estão ao alcance das empresas que já compreenderam que a internet muda tudo, na forma com que se faz comunicação e marketing, pela pequena e média empresa e startup.

Sabemos que a internet está repleta de portais (os veículos) que vendem espaços para nosso “outdoor online“, na forma de um banner ou link patrocinado – velhos anúncios, antigas frases de efeito – que, do ponto de vista de conversão em vendas, muitas vezes, apresentam uma equação custo X retorno interessante, pois o clique em um link patrocinado pode converter um espectador em consumidor muito rapidamente. Mas, se ficarmos por aí, estamos apenas imitando o modelo tradicional de mídia, com mais velocidade e flexibilidade.

Essas formas, unilaterais, de expor mensagens publicitárias são medidas à maneira antiga de “custo por mil”, ou CPM no jargão publicitário, ou “custo por clique”, CPC. Compramos espaço/tempo em veículos para impactar consumidores – alugamos audiência pensando em metas de curto prazo, como afirma Seth Godin neste post (em inglês). Audiência alugada e efêmera, que muda a cada campanha.

As empresas que estão experimentando as novas mídias, estão usando (em negrito, digo, pra valer!) a internet como meio para interagir com seus consumidores no longo prazo. Estão criando o seu próprio veículo de comunicação e marketing e uma audiência só pra si. O que o Godin chama de plataforma, no mesmo post apontado acima.

A plataforma é o conjunto de iniciativas que uma empresa cria/produz/mantém para reunir as pessoas que se interessam pelo que ela tem a dizer, pelo seu conteúdo, pela cultura que engendra. Uma plataforma pode englobar um ou vários sites, blogs, comunidades, Twitter, vídeos no Videolog, fotos no Flickr, aplicativos feitos sob medida para o Facebook e para o iPhone, um jogo online, etc.

Criar e manter plataformas funciona muito bem para profissionais liberais também. Veja, neste post (em inglês) , o caso da violoncelista Zoe Keating, que passa metade do tempo fazendo música e metade do tempo promovendo o seu trabalho na internet, livre de qualquer gravadora. Ela tem 1.109.670 seguidores no Twitter. Uma bela audiência, não?

Alexandre Ribenboim.

PS: Shelby Bonnie, co-fundador da CNET e ex-conselheiro do Interactive Advertising Bureau (IAB), tem pregado o fim do CPM na internet, veja aqui.