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entusiasmoTudo é mídia. Mas o que cola na cabeça das pessoas é a história.“, via Tweets of Wisdom, de Rob Schwartz

O uso da palavra entusiasmo, num blog de dicas e ideias para pequenas e médias empresas, é perigoso, pois remete para a auto-ajuda. Mesmo assim, com o maior cuidado para que este post não caia em auto-ajuda corporativa (urghh!), vou falar da importância do entusiasmo nas empresas.

Eu tive a oportunidade de criar uma empresa onde o entusiasmo das pessoas era fundamento. A MediaLab/MLab, de 1996 a 2000 líder no mercado de produtoras e consultorias em internet no Brasil, teve o entusiasmo como um dos seus maiores trunfos, muita vontade de fazer parte de uma história singular. Entre nós, os “MLabers”, não havia dúvida que estávamos construindo algo bacana, diferenciado, verdadeiro e com qualidade. Este clima se espalhou da equipe para os clientes, parceiros e para o mercado.

Na época, a MLab ganhava concorrências (às vezes, com mais de 10 concorrentes) pela energia que demonstrava, simpatia e informalidade com que tratava o cliente e porquê a nossa equipe queria tanto fazer aquilo bem feito, que não se importava em virar noites, quebrar a cabeça até chegar em algo que fosse considerado ótimo. A conquista dos objetivos era motivo de comemoração pelos corredores, felicidade genuína. Em alguns casos, até exagerávamos na dose, mostrando entusiasmo demais para clientes que não estavam preparados para compreendê-lo, mas isto fazia parte da nossa inexperiência juvenil.

Se você, empresário ou gestor, puder contar uma história verdadeira sobre sua empresa ou produto, você já estará a meio caminho andado para produzir uma atmosfera de entusiasmo que se espalhe de dentro para fora. O entusiasmo permeia as pessoas – do boy ao presidente – e é compreendido, lá no fundo, por elas.

O entusiasmo facilita a contratação, pois a empresa passa a ser um local desejado para se trabalhar, e a retenção de talentos, mesmo que sua empresa pague um pouco menos que o mercado. Fazer parte de uma história bacana é entendido pelas pessoas como parte integrante da sua “remuneração”. E no dia a dia, você pode esperar envolvimento, motivação e colaboração, não de todos, pois há sempre os “do contra”, mas de muitos.

Podemos, genuinamente, melhorar a vida das pessoas? Nosso produto pode contribuir para o bem estar dos nossos consumidores? Para a melhoria da saúde dos nossos pacientes? Para a beleza dos nossos clientes? Genuinamente? Se você puder responder positivamente a uma dessas perguntas, procure deixar clara a história da sua empresa, seu passado e sua visão de futuro, e comece a repetir esta história sempre.

Aproveito para recomendar este post do TechCrunch sobre a importância do entusiasmo (em inglês). A propósito, o vídeo, no fim do post é “amazing”.

Alexandre Ribenboim.