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wpid-vagas-2012-04-18-10-001.jpgAinda sobre o tema do post anterior, que afirmava que uma empresa deve sempre buscar contratar bons profissionais (As) no lugar de profissionais médios ou inexperientes (Bs e Cs), há um ponto a acrescentar.

Parece óbvio que a nossa política de contratação deveria privilegiar, ou ainda mais enfaticamente, não aceitar contratar alguém que não fosse altamente qualificado para o cargo que se deseja preencher, mas normalmente não é assim que funciona.

Muitas vezes o problema do preenchimento das vagas de uma empresa por profissionais pouco qualificados não está no processo de contratação, mas sim na oferta de mão de obra. Explico, com um exemplo.

Se você falar com qualquer empresa de desenvolvimento de software aqui no Rio de Janeiro vai escutar o seguinte discurso: “Estamos com X vagas abertas para programadores e não conseguimos encontrar pessoal bom no mercado”.

Estamos vivendo uma grave crise de oferta de mão de obra qualificada aqui no Brasil. Em muitas disciplinas as nossas universidades não conseguem formar profissionais na mesma taxa em que o mercado os absorve e, em geral, a qualidade da mão de obra recém formada é muito ruim.

Seja como for, às vezes não há alternativa para a empresa a não ser “lotear” suas vagas com pessoal mal formado e com pouca experiência.

Neste caso, minha recomendação é que a empresa invista muito em treinamento, buscando melhorar a qualificação destes profissionais para torná-los mais autônomos e conscientes da necessidade de entregar qualidade nas suas obrigações.

Alexandre Ribenboim.