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Ainda sobre a questão de As contratam As, que temos tratado neste e neste posts…

Felizmente, não basta a empresa ter vontade de contratar um profissional altamente qualificado e experiente para uma vaga. Não basta tampouco que o empregador tenha recursos financeiros para tal contratação, pois como em um casamento, a outra parte tem que ter vontade de aceitar o compromisso.

Não faltam oportunidades para profissionais de nível A, seja como funcionário, empreendedor ou consultor independente. Um profissional destes só se junta a uma empresa se o custo de oportunidade fizer sentido.

E como ele/ela calcula o custo de oportunidade?

Claro que remuneração é importante. Remuneração condizente com o mercado, para um profissional de nível A. Remuneração que seja equivalente a responsabilidade assumida e que equilibre corretamente os ganhos variáveis e os riscos.

Outro tema relevante diz respeito aos produtos e serviços e à reputação da empresa. Um profissional de qualidade vai querer saber se a empresa promete e entrega com qualidade seus produtos e serviços, se ela é profissional e ou se está no mercado somente para o curto prazo, queimando seu filme com clientes e consumidores para apenas contabilizar mais lucro ou crescimento insustentável.

A cultura da empresa também participa do processo decisório de um profissional qualificado. Ele/Ela vai buscar saber se a empresa está interessada em ter vozes destoantes, que questionem a visão reinante, que eventualmente até façam diferente, que sejam ousadas, independentes. Ambientes de trabalho autocráticos não interessam ao profissional de alta qualidade, pois o que ele/ela gosta mesmo é de pensar, questionar, criar e negociar.

Como alguns desses pontos são difíceis de avaliar em entrevistas e visitas aos sites das empresas, normalmente o profissional acaba aceitando a oportunidade, mas se os pontos acima não estiverem de acordo com as suas expectativas, não esquentará a cadeira por muito tempo.

Alexandre Ribenboim.